segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DUAS MORTES... UM ESTUDO DE CONTRASTES.

· O que você acha que os que sobreviverem a você dirão ao seu respeito?
· A vida de Saul se resume numa tragédia. Ele foi um Rei que poderia ter sido o modelo e mentor de Davi; mas, em vez disso, quase se tornou seu assassino.
· Em 1 Samuel 26.21 Saul diz: “...tenho procedido como louco...”.
· Saul não só teve uma vida trágica, como também morreu tragicamente. Ao ler o relato, é difícil acreditar que se trata do mesmo Saul de quem Samuel disse antes:
“Então Samuel tomou um vaso de azeite, e o derramou sobre a cabeça de Saul, e o beijou, e disse: Porventura não te ungiu o Senhor para ser príncipe sobre a sua herança? E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e serás transformado em outro homem. Quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão para fazer, pois Deus é contigo.”
(1 Sm. 10: 1,6-7)

A MORTE DE SAUL: UMA TRAGÉDIA PATÉTICA

· 1 Samuel 31. 1-4,6
· A cena é o desfecho da batalha, um massacre, um lugar de horror inimaginável. Os filisteus queriam terminar a todo custo o trabalho;
· Já tinham matado os três filhos de Saul e agora estavam atrás dele;
· Saul se joga na espada. Não seria melhor para Saul se ele olhasse para Deus?
· Os filisteus não só saquearam a região como também começaram a morar nas cidades que antes pertenciam aos israelitas – 1 Sm. 31. 7;
· O corpo de Saul e seus filhos viram motivo de alegria e comentários profanos sobre o Deus dos Israelitas – 1 Sm. 31. 8-10;
· É isso que acontece quando permitimos que as concessões e a desobediência invadam silenciosamente a nossa vida, um dia após outro, anulando o nosso testemunho, vivendo na mediocridade, escolhendo o caminho fácil, vivendo como o mundo perdido; Saul escolheu essa vida. Não precisava ter sido assim.

A MORTE DE CRISTO: UMA ANALOGIA CLÁSSICA

Por trás da grande tragédia da vida de Saul encontra-se uma interessante analogia – uma analogia entre a morte de Saul e a de Cristo. Ao primeiro olhar, poderíamos dizer: O que pode haver de comum entre Saul e Cristo? Existem, entretanto, seis analogias dignas de nota.

1. A MORTE DE SAUL PARECEU EXTINGUIR TODA ESPERANÇA NACIONAL;
2. COM A MORTE DE SAUL A IMPRESSÃO ERA QUE O ADVERSÁRIO VENCERA O ÚLTIMO ROUND;
3. A MORTE DE SAUL ABRIU CAMINHO PARA UM PLANO DE AÇÃO INTEIRAMENTE NOVO E INTRODUZIU DAVI NA LINHAGEM REAL, QUE LEVOU FINALMENTE AO MESSIAS;
4. A MORTE DE SAUL OFECEU A DAVI A OPORTUNIDADE DE SER INCLUÍDO NA LINHA DE BÊNÇÃO DE DEUS;
5. A MORTE DE SAUL TERMINOU NUMA ERA DE INSATISFAÇÃO E FRACASSO;
6. A MORTE DE SAUL MOSTROU A INSENSATEZ DO HOMEM.

NOSSA MORTE: UMA REALIDADE INEVITÁVEL

Como Saul e seus filhos, todos vamos morrer. Não é possível escapar. Isso significa que em vez de negar a morte, devemos aceitá-la.
A morte é algumas vezes repentina. Outras é longa e arrastada. Ocasionalmente é bela, doce e pacífica. Em outros casos é excruciante e terrível, sangrenta e medonha. Pelo nosso ponto de vista, há ocasiões em que ela chega precocemente. Em outras ocasiões parece que os dedos frios da morte demoram demais enquanto uma alma querida suporta sofrimento e tristeza, solidão e senilidade. Mas, qualquer que seja a forma em que venha..., virá para todos nós. Não há meios de fugir dela.
Nós que conhecemos Jesus Cristo, levamos em nosso interior uma alma e espírito renovados, aquela parte de nós que ele invadiu no momento em que nascemos do alto – quando nos tornamos cristãos. Ele passou a habitar em nós e nos deu uma nova natureza. Embora nossa estrutura exterior esteja ferida, sofrendo e morrendo, nosso “eu” interior está vivo, aguardando sua habitação com o Senhor. Essa ligação ocorre no momento em que morremos, exatamente nesse momento.

“Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.”
(2 Coríntios 4. 16-18)
Que papel você está representando hoje? É autêntico? É realmente cristão? Caso positivo, permita que eu volte à primeira pergunta desta aula. O que você acha que os que sobreviverem a você dirão ao seu respeito?
texto extraído do livro "Davi, um Homem Segundo o Coração de Deus" cujo autor é Sharles Swindoll.

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