sexta-feira, 22 de março de 2013

APRENDENDO SOBRE MORDOMIA BÍBLICA - PARTE 2



Mordomia Missionária
Marcos 16.15
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Introdução
Devemos falar e orar muito por missões. O Senhor Jesus deixou uma ordem imperativa a qual é estendida a todos os seus discípulos.
Como vimos anteriormente, a mordomia resume-se em cuidar do que é de outrem. Missões é a obra segundo o coração de Deus e só pratica Missões quem tem o coração voltado para Deus, que pensa como Deus e que ama como Deus.
Os obedientes cumprem a ordem de Jesus e são repletamente abençoados!
Como devo praticar a mordomia missionária?

1.   Orando pelos missionários e projetos.
 Quando oro por missões, oro para o crescimento da obra do Senhor, para o crescimento do reino de Deus.
Orar é lembrar, é se interessar pela manifestação de Deus em lugares antes não conhecedores da graça divina.
Na ultima quinta feira um casal de missionários vieram em nossa igreja para mostrar o projeto missionário entre os índios e o nosso dever é orar, apoiar espiritual e financeiramente.
É fácil estar no “ônibus” atolado e esperar que somente o pastor faça o trabalho de desatolamento do mesmo.
O importante é apoiar quem está a frente do batalhão, para que se sinta seguro de dar passos importantes em pró evangelho de Jesus Cristo.

2.   Interagindo com missões na Igreja local.
Interagir com missões é muito mais do que orar. Interagir é se inteirar das notícias missionárias, é se interessar por saber como estão os nossos missionários no campo e quais os resultados gerados por eles através do trabalhar do Senhor.
Interagir é falar de missões, é lembrar que todo segundo domingo de cada mês em nossa igreja reservamos para falar de missões, orar por missões e contribuir para missões.
Estar conectado com Deus nos ajuda a sermos crentes missionários!
Interagir com missões também é se dispor a ser um missionário, é estar sensível ao falar de Deus e dizer como Isaías: “eis-me aqui Senhor, envia-me a mim.” – Isaías 6.8

3.   Contribuindo para missões.
Conta-se que certa vez um menino ouvira uma mensagem sobre a obra missionária. Procurou, então, a esposa do pastor e entregou-lhe uma moeda de pouco valor.
Aquela senhora estava fazendo um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao campo missionário. Ela, então, comprou um folheto com aquela pequena moeda e colocou-o dentro do pacote.
O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que por meio de sua leitura converteu-se ao evangelho. Mais tarde esse chefe, depois de haver experimentado as alegrias da salvação, falou da sua regeneração a seus amigos. Ao ouvirem seu testemunho, muitos deles também se converteram. Depois, foi organizada uma igreja que por sua vez, solicitou um missionário. Como fruto desse trabalho, quinze mil pessoas, direta ou indiretamente, foram atingidas pelo evangelho.
E tudo isso devido a uma pequena moeda dada com o coração.

O Senhor se agrada de nossa oferta dada de coração e é através dela que Ele pode fazer multiplicação nas mãos daqueles que estão no fronte da batalha: nossos missionários.
Deus conhece quando há alegria, mesmo em quem não tem para dar e dá aqueles centavos. Saiba meu irmão e minha irmã que o pouco com Deus é muito!

Conclusão
Não deixe de ser um apoiador do ministério de missões. Deixe o Senhor te usar e abençoe aqueles que nem se quer sabe o que comerão amanhã, pois vivem pela fé, abandonaram tudo e hoje seguem o mandamento do Senhor Jesus: “Ide por todo mundo.”

Deus seja louvado!

quarta-feira, 20 de março de 2013

APRENDENDO SOBRE MORDOMIA BÍBLICA – PARTE 1



Lucas 16.2
“Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.”
Introdução
Falar sobre Mordomia é um paradigma. Falar sobre Mordomia em muitas vezes não é fácil, pois não há uma aceitação por grande maioria das pessoas e já pensam: “lá vem o pastor pedir dinheiro”.
Primeiramente, para falar sobre Mordomia, devemos entender o que é mordomia e o que representa para o Senhor.
O dicionário tem duas definições para mordomia:
1.    Administrar o que é de outrem;
2.    Viver sem esforço; na regalia.
Jesus acabara de ministrar a Parábola do filho pródigo onde demonstra-nos sobre a má mordomia, onde o filho rebelde é dono de tudo, mas acha que tem direito de gastar da forma dele, sem poupar, usando seus recursos com seu bel prazer.
Esta parábola, e a seguinte, podem muito bem ter sido extraídas da própria vida. O mordomo era o responsável pela casa e propriedades. Defraudar os seus bens. A mesma palavra que foi usada em relação ao filho pródigo (15:13).
Certamente Jesus viu nos rostos de seus discípulos que ainda não estava claro esse ensinamento, pois ainda ficavam com “cara de ué”.
Então ele conta-lhes outra parábola dizendo...
“Quero a prestação de contas de sua administração”
O administrador estava defraudando as finanças de seu senhor. Logo o senhor fica sabendo e algumas lições podemos tirar dessa parábola.

1.   O mordomo se achava esperto – v.4
a)         Eu sei o que farei. Literalmente, eu sei ou "Já sei!". Ele teve uma súbita idéia brilhante.
Quando estamos diante de um problema ou dificuldade financeira/espiritual, a primeira coisa é pensar: “Já sei o que fazer”.
É onde mora o perigo!
A verdade não pode ser escondida. Como sempre diz minha mãe: “a mentira tem perna curta!”. Pois bem, não podemos mentir para o nosso Deus. Ele sabe de todas as coisas.
Mordomo cuida do que é do outro. Nós somos mordomos do Senhor Eterno!
Como mordomos, devemos cuidar direitinho das coisas desse “Patrão”.
Sou administrador de empresas formado em Gestão Financeira e onde trabalho o patrão espera de mim uma excelente administração dos gastos e recebimentos de sua empresa, afinal foi para isso que fui contratado.
A honestidade é a parte principal desse negócio e na vida com Deus não deve ser diferente. Não adianta ser servo do Senhor e não administrar com excelência o que ele me deixa administrar.

Não adianta dar o jeitinho de espertos e defraudar os bens do Senhor. Deus sabe quanto passa na minha conta bancária, carteira e afins.

b)         Recebam. A terceira pessoa não tem antecedente expresso, mas refere-se aos devedores do seu senhor. O expediente do mordomo, embora decididamente desonesto, foi eficiente.
Ele não pensou em dar desconto aos devedores, mas na verdade estava com interesse em ter um lugar para ficar, para ser sustentado enquanto desempregado.
Fazer as coisas com segundas intenções na maioria das vezes não nos levam a lugar nenhum.

Muitos crentes fazem barganhas espirituais e devido aos deslizes com o Senhor acham que fazer boas ações podem “livrar a cara” deles.
Não adianta mentir para Deus! Defraudar os bens do Senhor é defraudar nos dízimos e ofertar alçadas, é defraudar na leitura da Palavra e recusar-se de ter uma vida devocional ao lado do Senhor pelo menos o dízimo do dia.

2.   A recomendação do Senhor é que sejamos honestos – v.9
a)         Das riquezas de origem iníqua fazei amigos. “Das” é por meio de. “Riquezas” (Mamom) é a palavra aramaica para dinheiro ou propriedades. O mordomo desonesto sabia que ele tinha direitos junto daqueles cujas contas arbitrariamente reduziu. Eles apreciariam o alívio financeiro e estariam prontos a ajudá-lo. O Senhor deu a entender que as propriedades terrenas podem ser usadas para ajudarmos os outros, cuja gratidão nos garantirá boas-vindas na eternidade.
b)         Como já disse, honestidade é a alma do negócio! Ajudar os outros e a obra do Senhor deve ser com alegria de coração e com desprendimentos de requerer algo a seu próprio benefício!

3.   A honestidade material reflete a honestidade espiritual – v. 11
a)         Se... não tornastes fiéis. O uso dos bens materiais é um teste de caráter. Aqueles que não podem usá-los com sabedoria não merecem ter responsabilidades espirituais.
“Quem é fiel no pouco é fiel no muito e quem é infiel no pouco também será no muito.” Paremos para pensar um pouco em nossa vida. É justo fazer uso das bênçãos do Senhor e não lhe dar nada em forma de agradecimento? O mínimo que podemos fazer é prestar-lhe culto e tributa-lhe louvor.
b)         Quem está apto para administrar o que é de Deus está apto para receber as suas riquezas. O treinamento é inevitável, mas quanto mais dureza de nossos corações, mais iremos sofrer.
Quando temos paz com Deus em honestidade financeira e cronológica estamos prontos para crescer, pois a verdadeira prosperidade de Deus começa na Igreja, na vida eclesiástica e estende-se para nossas contas bancárias!
Conclusão
Deus quer que administremos tudo o que Ele nos dá. Recursos financeiros, família, tempo e vida espiritual.
Devemos ser sensíveis a vontade de Deus, trazendo-lhe a Sua casa nossas vidas e bens, pois como sabemos, tudo pertence a Ele!
Desde o gênesis o Senhor faz uma aliança com a humanidade: Suprir nossas necessidades e nos condiciona a não comer da árvore da vida. Em outras palavras: Te dou tudo meu filho, desde que olhe para mim e não dê ouvidos aos conselhos da serpente (“não devolva o dízimo, se me obedecer vou te dar bastante dívida!” – “compre mais, o seu guarda roupas, mesmo cheio as roupas não te servem mais!” – “que oferta que nada, use seu dinheiro para sair com sua família” – “que Escola Bíblica Dominical que nada, vá passear pois posso te ensinar a ser infiel.”...)
Sejamos fiéis meus irmãos e veremos a glória de Deus manifesta em nós e os que nos cercam verão também.

Deus seja louvado!