terça-feira, 31 de julho de 2012

FAMÍLIA - CONFLITOS CONJUGAIS


"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." 
Mateus 5.13-16

Muitos dos conflitos conjugais resultam de uma vida cujo propósito de vida é agradar a si mesmo e não ao Senhor. Tais conflitos poder ser resolvidos e, quando tratados biblicamente, são verdadeiras oportunidades para o crescimento espiritual.
No texto de Mateus 5.13-16 encontramos algumas coisas importantes:
1º Quando um casal não dá gosto à sociedade, não está cumprindo com o motivo da união. Neste caso, não serve de referência para ninguém! - "e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens."
 2º O relacionamento de cristãos é visado e as pessoas estão prontas para ver falhar e qualidades. - "não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;"
 3º Quando há a Luz de Cristo no relacionamento, a descendência é abençoada. - "e dá luz a todos que estão na casa."
 4º Mas tudo o que o casal fizer, deve ser única e exclusivamente para glorificar a Deus. Isso feito, as bênçãos gloriosas do Eterno cairão sobre a família! Com bom testemunho chegamos longe!!! - "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus."

Veja o vídeo a seguir e note que o pensamento em si próprio só trás malefícios para o casal.
video

A seguir, vamos ver os motivos dos conflitos e o que os cônjuges devem fazer diante deles.

1º Se o propósito de vida for a satisfação pessoal, cada cônjuge culpará o outro pelos problemas e dificuldades, embora ambos estejam pecando.
  •  Todas as vezes que penso em mim, sou movido pela autopiedade e o problema está sempre nos outros;
  • O "Jogo do matrimônio" é um "jogo" em equipe e não individual.
2º Quando o casal tem como propósito de vida pessoal, a tendência será resolver os conflitos conjugais à maneira do homem.
  •  Comprometendo princípios bíblicos para resolver os conflitos;
  • Procurando fazer trocas e barganhas para conseguirem o que querem;
  • Buscando e esperando encontrar satisfação em outra pessoa ou em outro lugar.
3º Deus deseja que os problemas conjugais sejam resolvidos para o bem dos cônjuges, à medida que cada um deles procura agradar ao Senhor no relacionamento conjugal.
  •  Deus ordena que o cônjuge crente O ame (Mateus 22.37-38) w obedeça a Sua Palavra (Lucas 6.46-49; João 14.15; I João 5.3 e II João 6);
  • Se um crente considerar o seu cônjuge superior a si mesmo, ele lidará com todas as dificuldades se modo agradável ao Senhor. O resultado será uma unidade crescente de mente e proósito, enquanto ambos são encorajados em Cristo (Filipenses 2.1-4).
 
4º Os cônjuges devem se aproximar mais de Deus, especialmente em épocas de conflito.
  • À medida que ambos os cônjuges crentes se aproximam individualmente de Deus Pai, pelo Senhor Jesus Cristo, eles se aproximam um do outro;
  • Ainda que apenas um cônjuge se aproxime de Deus, esta comunhão é o melhor incentivo para conduzir o outro cônjuge ao Senhor.
 A competição na família é capaz de destruí-la. A sociedade nos impõe o ritimo de sermos capitalistas e esquecermos do valor da família.
A chave de tudo é a motivação de agradar ao Senhor em primeiro lugar.

Mensagem baseada no livro “Autoconfrontação” de John C. Broger

Abaixo slide que usei na mensagem.

Que Deus abençoe!
Ricardo Hilário

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O INÍCIO DA FAMÍLIA - O MATRIMÔNIO


“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.   Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” 
 Efésios 5.21-25
Introdução: O casamento não é uma conveniência social, nem tão pouco uma simples invenção para que duas pessoas vivam juntas. Deus criou esta instituição, chamada casamento. A união conjugal foi projetada para ser um relacionamento de unidade e permanência em uma só carne (Gênesis 2.24; Efésios 5.31; Marcos 10.6-9).
Embora sejam poucas as passagens bíblicas que tratam do relacionamento conjugal, elas são suficientes para mostrar o plano de Deus para o casamento (Gn 1.27-28; 2.18-25;   Mal 2.14; Mt 19.3-6; Mc 10.6-9; I Co 7.2-5, 10-16, 27-40; Ef 5.21-33; Col 3.19-19; Tt 2.4-5; Heb 13.4 e I Ped 3.1-9).
Uma família começa com um casamento. O casamento deve acontecer até a morte chegar à jogada.

Vamos entender algumas atitudes de Deus para a família.

1º Deus ordenou o casamento
No ato do casamento, você se compromete diante de Deus numa aliança de companheirismo com seu cônjuge para o restante da vida. (Na saúde ou na doença.....)
Muitos estão no “pacto”: “até que o dinheiro nos separe.” Isso é triste e diabólico!
O seu compromisso de companheirismo tem o propósito de ajuda recíproca e de união em todos os aspectos da vida (Gn 2.14; Mc 10.8 e Ef 5.31)
O seu compromisso conjugal foi ordenado e firmado por Deus, por isso deve ser encarado com seriedade, pois jamais poderá ser desmanchado (Mc 10.9; Gn 2.18, 23-24).
Quando Deus ordena o casamento, Ele espera que nosso relacionamento conjugal seja baseado no modelo do relacionamento do Senhor Jesus com a Igreja (Ef 5.24-27).

2º Deus estabeleceu o caráter do casamento
O amor bíblico para com seu cônjuge deve ter por fundamento o amor de Deus para com você [(“agapao” – amor incondicional) I Jo 4.7-11] e deve ser praticado com base no desejo de agradar ao Senhor.
O casamento deve ser um relacionamento de uma só carne, não apenas na questão física, mas também na mente e propósitos. Não adianta um querer ser missionário no Japão e outro ser funcionário público no Brasil.
Aos olhos do Senhor, os cônjuges têm o mesmo valor, porém responsabilidades diferentes. (Ef 5.23-25; Tt 2.3-5)
Quando você busca um relacionamento dirigido e guiado por Deus, todas as decisões devem ser tomadas baseando-se na Palavra de Deus (Sl 19.7-11; Heb 4.12; II Ped 1.3-4)

3º Deus proporcionou o relacionamento conjugal como fundamento para a sociedade
O casamento dá estabilidade social aos relacionamentos e responsabilidades mútuas (Gn 1.28; 2.18, 23-24), dá estabilidade emocional e ministerial aos jovens.
O casamento dá estabilidade necessária para gerar filhos e filhas e os criar nos caminhos do Senhor (Sl 127.3).
Um relacionamento conjugal em moldes bíblicos serve de critérios para a avaliação da maturidade e do desenvolvimento de possíveis líderes da igreja (I Tm 3.2, 4-5; Tt 1.5-6)
O casamento integra a vida da igreja local, pois a igreja é composta de famílias! (I Tm 3.4-5; Tt 2,3-5)

Observe o vídeo a seguir que trás um panorama de um casamento bem sucedido.
video
4º Deus designou alguns para receberem a bênção de ficarem solteiros
Se você for solteiro, esta é uma ótima oportunidade para ministrar na vida da igreja local, visto que você não tem as responsabilidades ou possíveis distrações próprias das pessoas casadas (I Co 7.32-35).
Deus deu a alguns o dom do celibato. Ele deseja que os solteiros tenham contentamento e sejam uma bênção para outros, aproveitando oportunamente no serviço cristão o seu tempo, pois o tempo é escasso e devemos aproveitar ao máximo (Ef 5.16). Bens materiais e energia também devem ser usados.

Conclusão: Quando observada as atitudes de Deus para a família, teremos famílias fortes e consequentemente Igreja forte e sociedade forte.

Mensagem baseada no livro “Autoconfrontação” de John C. Broger

Abaixo slide que usei na mensagem. 


Deus abençoe
Ricardo Hilário

terça-feira, 10 de julho de 2012

PROMESSAS DIVINAS


“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” 
2 Pedro 3.9

Quero trazer você para dentro dessa mensagem e encorajá-lo a observá-la na primeira pessoa.
Primeiramente devo observar quais são os tipos de promessas registradas na Bíblia. Preciso saber se posso me apropriar delas ou não. O atalho para me meter em uma tremenda confusão ou decepção é reivindicar toda e qualquer promessa registrada na Bíblia, apesar de várias me encorajar, tomar para mim a promessa feita para outrem é uma atitude muito perigosa.
Há quatro tipos de classificações das promessas bíblicas: PESSOAL OU UNIVERSAL, CONDICIONAL OU INCONDICIONAL.
Para entender em qual classe se encaixa uma determinada promessa, devo fazer-me algumas perguntas: - A promessa tem um endereçamento claro? – E o plano de fundo, está claro? – A promessa se aplica a qualquer um em qualquer época?
Para determinar as respostas, preciso analisar cuidadosamente o texto, seu contexto histórico e ter um grande discernimento. Se for direcionada a uma pessoa específica, devo ficar longe da apropriação da mesma, se é direcionada a qualquer um, ela pode servir de grande conforto.
PROMESSA PESSOAL E ESPECÍFICA:
Em Josué 3.1-5 encontro uma promessa dada a Josué para uma situação específica na cidade de Jericó.
Em Marcos 16.18 encontro mais uma promessa para uma situação específica.
PROMESSA UNIVERSAL EM TODAS AS ÉPOCAS:
Salmos 103.11-13; Provérbios 3.5-6; Romanos 10.11-13 e Filipenses 4.19 são algumas delas.
CONDICIONAL:
Como o próprio nome diz, para se cumprir a promessa em minha vida, depende do cumprimento da minha parte. 1João 1.9; Mateus 21.22 e Salmos 66.18 são alguns exemplos.
INCONDICIONAL:
Como o próprio nome também diz, para se cumprir a promessa em minha vida, não depende de mim. Salmos 119.105; Filipenses 4.19; Tito 2.11 e Hebreus 6.10 são alguns exemplos.
Agora vou aprender como me portar diante de uma promessa divina. 1 Reis 18.42-44 encontro Elias clamando pela promessa que Deus havia feito, de mandar chuvas, pois já passavam-se 3 anos sem chuva!
Olhando mais detalhadamente, vemos cinco atitudes de Elias em sua oração de clamor pela promessa divina.
1ª Ele se afastou
“E Acabe subiu a comer e a beber; mas Elias subiu ao cume do Carmelo,”
2ª Ele se humilhou
“e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto entre os seus joelhos.”
3ª Ele foi específico
“E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar.”
4ª Ele foi persistente
“E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes.”
5ª Ele manteve as esperanças
“E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça.”

Conclusão: O Deus de Elias é o Deus que cumpre suas promessas, o Deus do impossível! Por isso Elias confiou em Deus e disse a Acabe que a chuva estava por chegar (1 Reis 18.44b).
O Deus de Elias é tão poderoso que o fez correr mais rápido do que o carro de Acabe (1 Reis 18.45-46) – Jezreel situava-se cerca de 50 quilômetros de distância, e Elias foi correndo para onde Deus o colocaria com Sua mão!
Elias foi um homem semelhante a mim e se eu confiar nas promessas de Deus direcionadas a mim, posso ter certeza, Ele vai cumprir! (Tiago 5.16b-18).

Deus abençoe
Ricardo Hilário