terça-feira, 27 de abril de 2010

O CAMINHO DA CRUZ

Jesus não foi uma pobre vítima do destino; Ele não foi um mártir patético. A morte de Jesus foi uma parte necessária – de fato, a parte mais importante – do plano predeterminado de Deus.
Pedro confirmou isto em seu sermão no dia de Pentecostes:

Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;
a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos; (Atos 2: 22,23)

Nas Escrituras você encontrará inúmeras profecias no Velho Testamento, que são referências inequívocas à morte do Salvador. Algumas datam de até nove séculos antes do nascimento de Cristo, num tempo em que a crucificação não era nem conhecida. Por exemplo, Davi dá uma descrição específica da morte do Salvador em Salmo 22: 16-18.

ENTREGUE PARA SER CRUCIFICADO (João 19: 13-16)

A caminhada começa depois do sexto e último julgamento entre 7h30 e 8 horas. O relato de Marcos nos diz que as mãos e os pés de Jesus foram pregados na cruz ás 9 horas da manhã; então, sua caminhada para a cruz começou cerca de uma hora ou uma hora e meia antes.

TORTURA FÍSICA: ESPANCAMENTO

“Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado.” (Mt. 27. 26)

- Dois tipos de espancamento ou açoitamento: O Judeu e o Ronamo.
- O método judeu se encontra em Dt. 25:1-3, que nos mostra um número limite;
- O método romano não tinha limites.
- A vítima era despida de todas as suas roupas e colocada numa posição encurvada sobre um tronco ou poste largo e baixo;
- O espancamento era conduzido por um lictor;
- O instrumento usado se chamava “flagelo”;
- Os açoitamentos romanos eram tão brutais que algumas vezes a vítima morria antes da crucificação.

HUMILHAÇÃO PÚBLICA: ZOMBARIA E CRUELDADE (Mt. 27: 27-30)

- Foi colocada a coroa de espinhos;
- Um manto vermelho, que provavelmente ia até o cotovelo;
- Depois de zombarem, vestiram-lhe suas próprias roupas;

A CAMINHO DO GÓLGOTA
Tanto no evangelho de Mateus como em Marcos está registrado simplesmente que os soldados “o levaram para crucificá-lo” (Mt. 27:31; Mc. 15:20). Lucas nos diz que “lês o levaram” (Lc 23:26). E João escreveu: “Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota)” (Jo. 19:17).
Entretanto Mateus, Marcos e Lucas nos dão um detalhe interessante: Mt. 27.32/ Mc 15.21 e Lc. 23.26.

TOMANDO A SUA CRUZ

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;” (Mt. 16:24)
Os judeus estavam acostumados a ver prisioneiros condenados carregando a viga horizontal de suas cruzes, e quando viam alguém nessa situação, eles sabiam que aquela pessoa conhecia profunda tristeza e sofrimento e tinha apenas uma coisa diante de si: a morte.
Você entende o que Jesus estava dizendo? Você pode dizer sinceramente que deseja “segui-lo” com tal intensidade e devoção” Ele certamente concederá a você graça suficiente para permanecer firme, mas a decisão de morrer para a sua vontade – tomar a sua cruz – é sua, apenas suas.


Aula com texto baseado no livro "As trevas e o amanhecer" de Charles R. Swindoll.

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