terça-feira, 16 de março de 2010

O SALVADOR SOFREDOR.

Shalom, meus caros amigos e blogueiros!

Depois de colocar uma sequência de estudos sobre a vida de Davi, estou agora, postando uma sequência sobre as últimas horas de Cristo, antes de ser cruscificado.
Este é o primeiro de onze.


Espero que venha ser útil em suas devocionais e, se você é professor de Escola Bíblica Dominical, segue uma dica de matéria.

Que Deus abençoe!!!

Ricardo Hilário.



A sombra do sofrimento paira sobre todos os caminhos. Mesmo aquele que deixou o céu quando veio viver entre nós foi inseparavelmente ligado àquela sombra. Como um dos seus próprios seguidores mais tarde escreveu: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1: 11).

O Antigo Testamento nos dá um impressionante retrato da sombra da cruz. Mesmo escrevendo cerca de sete séculos antes de Jesus nascer, Isaías profetizou vividamente o sofrimento do Salvador e sua morte. Ao examinar este retrato, vemos Cristo sob três perspectivas:

1) Como os homens o viram (Is. 53: 1-3);

& Pelo que as Escrituras sugerem, sua aparência física não devia causar grande impressão. Ele provavelmente não era alto, moreno e bonito. Como disse o profeta, o Messias prometido “nada tinha em sua aparência para que o desejássemos”. Ele não tinha esplendor ou elegância – nem era uma figura grandiosa ou majestosa.
& Em vez disso, “Ele cresceu ... como um broto tenro”
& Ele apareceu “como uma raiz saída de uma terra seca”
& Não tinha “qualquer beleza ou majestade que nos atraísse”
& “Foi desprezado e rejeitado”
& “ Um homem de dores e experimentado no sofrimento, de quem os homens escondem o rosto”

Já vimos qual a imagem que homens e mulheres tinham de Jesus, e como seu próprio povo, os judeus, o viam. Mas qual a perspectiva de Deus sobre seu próprio Filho? Isaías descreve da seguinte maneira:

2) Como Deus o viu (Is. 53; 4-6); e

& Deus via Jesus como nosso substituto. Deus também via o sofrimento de seu filho como parte de sua soberana vontade. O sofrimento do Salvador o agradou.
& Ele descreve os sofrimentos de seu Filho em termos vívidos: “enfermidades”, “doenças”, “castigo”, “atingido”, “afligido”, “transpassado”, “esmagado”, “castigo”, “feridas”... Deus colocou sobre seu Filho toda nossa iniquidade e nos fornece um quadro claro do que isso significou para Ele, o Deus Pai.

O povo desprezou-o pela sua aparência. O Pai enxergava-o como Substituto Sofredor. Mas, como Cristo via a si mesmo?

3) Como Ele viu a si mesmo (Is. 53: 7-9).

& Oprimido = “ser duramente apertado, empurrado, atormentado, cobrado”
& Afligido = “ser dobrado para baixo, fazer abaixar, ser forçado a submeter-se”
& (v.10) – Jesus não foi assassinado. Ele entregou sua vida voluntariamente.


O que o Pai preparou para você é o mesmo que preparou para seu Filho. Dificilmente Deus pode usar alguém grandemente sem que o tenha ferido profundamente. Se vamos ser moldados à imagem de Cristo, então deveríamos estar preparados para a realidade dessa imagem. Devemos estar preparados para sofrer e, de fato, morrer (para si) antes de podermos viver a vida que nosso Salvador planejou para nós.
A sombra do sofrimento incide sobre todo caminho, inclusive o seu. Mas a beleza dessas sombras escuras e das cores esmaecidas está no resultado, pois durante o processo nos tornamos mais como Cristo.


Aula com texto baseado no livro "As trevas e o amanhecer" de Charles R. Swindoll.

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