quinta-feira, 6 de agosto de 2009

UM MODELO DE ORAÇÃO 1.



1 Reis 8:22

Salomão, o filho de Davi que edificara o Templo ao Senhor, põe-se diante do altar do Senhor para interceder pelo povo de Israel (o povo escolhido de Deus). Em narrativa semelhante em 2Cr.6:12-42, acrescenta-se uma observação indicando que fora levantado um tablado (plataforma) especial para este propósito. Primeiramente Salomão engrandece a Deus (v.23) e depois entra nos pedidos. Esta oração de Salomão pode ser considerada contendo 7 pedidos inteiramente distintos:

1. A contínua presença e proteção de Deus (v.25-30).

Salomão andava com Deus, aprendeu de Deus e sabia das promessas de Deus a seu pai Davi. Ele sabia que Deus sempre esteve e sempre estaria com o povo de Israel, ouvindo e protegendo.
Ele clama para que Deus cumprisse as suas promessas da aliança feita com seu pai, se colocando nas mãos de Deus como sucessor de Davi (seu pai). Salomão houvera dedicado o Templo ao Senhor e esperava que Deus estivesse atento à oração dele e de todo Israel de Deus. Ele invoca a presença de Deus para ouvir a oração feita naquele lugar e o perdão pelas falhas.
- Sabemos que a presença de Deus é continua em nossas vidas, nos ajudando e nos protegendo. (Nas ruas; nas escolas; no serviço; na condução; etc)

2. Condenação dos perversos e a justificação do justo (v.31-32)

Salomão pede a Deus justiça. Pois se alguém pecasse contra outrem e desejasse o mal, e com maldade oferecesse holocausto no altar de Deus, este alguém recebesse do Senhor o castigo para tal ato (que ele recebesse o que desejou ao ofendido) e que Deus justificasse o justo com a justiça d’Ele.
- Deus, sempre há de justificar o justo. Pessoas podem até desejar o mal a você, mas se você estiver no Senhor, Ele vai te livrar e fazer o juízo. Mais cedo ou mais tarde os frutos virão; quem planta o bem, colhe o bem; quem planta mal, colherá mal. A justiça vem do Justo Juiz, Deus o Pai!

3. Livramento das mãos dos inimigos, sob confissão de pecado (v.33-34)

Sempre que Israel desobedecia a Deus, os inimigos os feriam. Salomão suplica as misericórdias de Deus e perdão para os confessos e arrependidos.
- Sempre que um filho se rebela contra o Pai, a correção vem. Devemos suplicar as misericórdias de Deus para nossas vidas e, arrependidos, sermos perdoados e renovação de forças para enfrentar as tentações.

4. Socorro divino em dias de calamidade (v.35-40)

Salomão suplica agora o socorro de Deus se acontecer várias coisas. As condições aqui previstas são aquelas causadas pela seca ou guerra, ou invazão de gafanhotos e larvas, pragas as quais as terras bíblicas estavam muito sujeitas. Salomão reconhecia que a necessidade primária não era a remoção das criaturas (problemas), mas sim do pecado (v.39).
- Deus tem o prazer em cuidar de nós; em tudo Deus está presente em nossas tribulações. Mas não adianta nada pedir para Deus remover o problema, se nós não vemos onde está o nosso erro, confessarmos a Ele e nos convertermos do mal caminho, arrependidos! Confessado o pecado. Perdoado o pecado. Auxílio dado.

5. Ajuda divina para o estrangeiro piedoso (v.41-43)

O povo israelita, sempre foi separatista. Mas Deus não ensinou isso. Contrário às alegações da crítica, o povo de Israel tinha ordens de amar o estrangeiro, lembrando-se de que também fora uma vez estrangeiro na terra do Egito. Sem dúvida aqui se tem em mente o estrangeiro temente a Deus, convertido ao judaísmo.
- Muitas vezes achamos que somos os únicos que herdaremos o Reino dos Céus. Mas não deve ser assim! Quem salva é Jesus! Devemos suplicar para Deus abençoar os que não são do nosso meio e que são tementes a Deus, como Salomão fez.

6. Vitórias nas batalhas futuras (v.44-45)

Salomão pede a Deus, à que ouça a voz e a suplica de auxilio nas batalhas para que Israel vença! Ainda hoje, o povo judeu, ao orar nas sinagogas, oram em direção ao oriente (onde fica Jerusalém).
- Devemos pedir auxílio a Deus, sempre que precisarmos. Devemos voltar os nossos olhos do coração para Jesus e pedir ao Pai o livramento a cada dia!

7. Perdão para a nação (v.46-53)

“Não há homem que não peque”, disse Salomão. Então a carência de perdão para toda a nação! Quando Salomão diz no v.47 “E na terra aonde forem levados cativos caírem em si”, parece que estava exercendo o dom profético da visão do futuro. Esquadrinhando os longos corredores do tempo, parece que ele previu o cativeiro da Babilônia, centenas de anos à frente. É muito significativo que o construtor do Templo tivesse uma visão de sua queda final, a qual se deu em 586/585 a.C., quando Nabucodonozor destruiu ambos, a cidade e o Templo, assim, não foi simplesmente previsto o cativeiro da nação, mas também sua subseqüente restauração.
- A nossa pátria é muito abençoada, apesar de tanta blasfêmia. Mas as catástrofes naturais já estão acontecendo. Devemos orar para que Deus, pelo Seu Espírito, ajude-nos a anunciar as Boas Novas de Salvação, afim de que muitos se libertem da escravidão do pecado e do juízo de Deus!

CONCLUSÃO: Devemos confiar no Deus que tudo pode, no Deus que tudo vê e conhece... Deus onipotente!
Sabendo que:
- Ele vai sempre estar presente em nossas vidas;
- Condenando os perversos e nos justificando;
- Nos livrando das mãos dos inimigos;
- Nos livrando dos momentos de calamidade (tentações);
- Devemos orar pela proteção divida dos tementes a Ele;
- Pedir vitórias nas batalhas futuras, sabendo que Ele há de nos dar;
- Pedir para Ele nos dar graça para anunciarmos as Boas Novas, antes que chegue o que está muito perto (o retorno de Jesus).

Que Deus abençoe!
Ricardo Hilário

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