segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

LIVRANDO-SE DAS FANTASIAS - QUEM SOU EU? (Parte 01 de 03)

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.”
(1 Samuel 16.7)

Que pergunta difícil de responder; principalmente quando o jovem está na formação de seu caráter.
No texto lido, encontramos Samuel a procura do ungido do Senhor para sua sucessão no trono, pois Deus havia rejeitado a Saul, seu filho. Ao chegar na casa de Jessé, encontrou toda a família e Jessé foi apresentando filho a filho para Samuel, filhos com “fantasias”, pois quem sabe não conseguiria finalmente indicar aquele que achasse melhor. Passaram sete filhos na presença de Samuel, que orientado pelo Senhor, não olhou para a aparência, mas achou a Davi (o moço sem “fantasias”, o que o Senhor escolhera). 
Na adolescência é muito comum o indivíduo não saber ao certo quem é; para ser aceito em vários “mundos”, ele muda constantemente de atitudes, vestimentas, amigos e muito mais.
Na Igreja de Cristo – que não deve acontecer isso, mas acontece – infelizmente não é muito diferente. Crentes se “fantasiam” para serem aceitos em grupo “A” ou “B”.
Existem algumas fantasias que quero compartilhar com você, esperando que você não se identifique com nenhuma, mas se tens vestido algumas delas, mostrarei como despir-se dela e se não a usa, poderá saber também os prejuízos que elas trazem, fazendo-o assim ter cautela na decisão de usar ou não a fantasia.

1.       A Fantasia do Orgulho:
Essa fantasia é bem elástica e cabe em diversos corpos. Muitos a querem usar. Quem não gosta de estar no centro das atenções? Ou quem não gosta de ser reconhecido e aplaudido?
O orgulhoso é aquele que toca trombetas para proclamar suas próprias virtudes e realizações. (Não quero dizer que é errado mostrar o trabalho realizado, porém existem formas e formas de se apresentarem) O orgulhoso não suporta viver fora do palco, ele quer ser quem ele não é. Lúcifer não se contentou em ser uma criatura de Deus, ainda que a mais formosa; ele quis ser igual a Deus (Isaías 14.13-14; Ezequiel 28.12-15).
O orgulhoso nunca está contente com sua condição. Ele sempre aspira algo maior. O orgulho é a própria imagem do Diabo.
Vou dizer alguns pontos que nos fazem diagnosticar e nos precaver no uso dessa fantasia:
1a. Todo orgulho é idolatria, é adoração a si mesmo; Muitas vezes posso me pegar idolatrando a mim mesmo. Quando troco o foco, Deus/minhas conquistas, tenho sério problema com a idolatria a mim mesmo;
1b. O orgulho é o prelúdio do fracasso. “A soberba precede a ruína.” (Prov.16.18)
1c. Achamos que podemos viver vitoriosamente firmados em nosso conhecimento. Às vezes não dizemos isso, mas demonstramos com nosso modo de agir;
1d. Quando deixamos de orar, estamos dizendo: “eu não preciso de Deus. Eu tenho poder para viver vitoriosamente.” É comum darmos desculpas para não freqüentarmos as reuniões de oração: não temos tempo, somos ocupados demais. O verdadeiro problema não é a falta de tempo, mas de prioridade. Quando priorizamos algo em nossa vida, é porque há uma importância para nós, no contrário...
1e. Quem confia em si mesmo e está satisfeito consigo mesmo, não tem discernimento espiritual nem consegue orar; por isso tanta “fuga” das reuniões de oração;
1f. A nossa força não está em nós. Somos fracos. Somos barro. Somos pó. Ninguém consegue se manter em pé se não entender esta verdade. A Bíblia nos proíbe o elogio de nós mesmos. Paulo nos exorta sobre o perigo de pensar de si mesmo além do que convém (Romanos 12.3);

O orgulho é um pecado abominável para Deus. Deus resiste ao soberbo, Ele não reparte Sua glória com ninguém. Não há cristianismo verdadeiro onde predomina a vaidade e o orgulho. Nunca estamos tão longe de Deus como quando usamos a  fantasia do orgulho.
Essa fantasia pode oferecer por um tempo uma sensação de poder, e quando tirada, não apenas se rasga toda, mas também quem a usou também vira um trapo velho.

Continua...

Ricardo Hilário

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